quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Ipea aponta que violência entre jovens atinge mais os homens.




A pesquisa Juventude e Políticas Sociais no Brasil, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgou que os jovens brasileiros, principalmente os homens, continuam morrendo por causas externas (homicídios e acidentes de trânsito).

De acordo com dados do Ipea, a taxa de mortalidade média de jovens do sexo masculino de 20 a 24 anos, entre 2003 e 2005, foi de 261,8 por cada 100 mil habitantes, enquanto as mulheres atingiram a marca de 58,4. Entretanto, a socióloga e especialista em juventude, Miriam Abromovay afirma que o número de meninas envolvidas em conflitos violentos tem aumentado, apesar de não aparecer nas estatísticas.

A especialista também defende que o problema está também relacionado ao modo de execução de políticas públicas de segurança. Segundo ela, a maioria delas não se concentra na prevenção, mas na repressão, e o acesso fácil às armas potencializa o envolvimento dos jovens com a violência.

“Apesar de toda a regulamentação, esse ainda é um drama na sociedade. Em tese eles não poderiam ter acesso às armas, mas quando você escuta o testemunho deles, vê que é fácil. Custa um pouco mais caro, mas eles continuam tendo acesso” declarou.

Victor Gazineu
Rádio Sociedade da Bahia

Furacões no Atlântico




A revista Science publicou recentemente um estudo em que se defende que, num futuro próximo, os furacões formados no Atlântico serão menos frequentes e mais devastadores. Esta alteração resulta do aquecimento global. Os furacões de categoria 4 e 5 irão tornar-se duas vezes mais frequentes. Os investigadores prevêem que o atlântico ocidental e mais setentrional será a parte deste oceano que mais sofrerá com este fenómeno.

Um pouco da história da Bahia

O Levante Malê

A chamada Revolta dos Malês (também conhecida como revolta dos escravos de Alá) registrou-se de 25 a 27 de Janeiro de 1835 na cidade de Salvador, capital da então Província da Bahia, no Brasil.

Consistiu numa sublevação de caráter racial, de escravos africanos das etnias hauçá e nagô, de religião islâmica, organizados em torno de propostas radicais para libertação dos demais escravos africanos. O termo "malê" deriva do iorubá "imale", designando o muçulmano. Foi rápida e duramente reprimida pelos poderes constituídos.

O plano de ação dos malês

Planejada por elementos que possuíam experiência anterior de combate, na África, de maneira geral, os malês propunham o fim do catolicismo - religião que lhes era imposta -, o assassinato e confisco dos bens de todos os brancos e mulatos e a implantação de uma monarquia islâmica, com a escravidão dos não muçulmanos (brancos, mulatos e negros). De acordo com o plano de ataque, assinado por um escravo de nome Mala Abubaker, os revoltosos sairiam da Vitória (atual bairro da Barra, em Salvador) "tomando a terra e matando toda a gente branca". De lá rumariam para a Água de Meninos e, depois, para Itapagipe, onde se reuniriam ao restante das forças. O passo seguinte seria a invasão dos engenhos do Recôncavo e a libertação dos escravos.

A repressão pelas autoridades e o fim da revolta

Ao mesmo tempo, as autoridades também se organizaram com rapidez, conseguindo repelir os ataques aos quartéis de Salvador, colocando em fuga os revoltosos. Ao procurar sair da cidade, um grupo de mais de quinhentos revoltosos, entre escravos e libertos, foi barrado na vizinhança do Quartel de Cavalaria em Água de Meninos, onde se deram os combates decisivos, vencidos pelas forças oficiais, mais numerosas e bem armadas.

No confronto morreram sete integrantes das tropas oficiais e setenta do lado dos revoltosos. Duzentos e oitenta e um, entre escravos e libertos, foram detidos no Forte do Mar e levados aos tribunais. Suas condenações variaram entre a pena de morte para quatro dos principais líderes, os trabalhos forçados, o degredo e os açoites. Entre os pertences dos líderes foram encontrados livros em árabe e orações muçulmanas.

À época, os africanos foram proibidos de circular à noite pelas ruas da capital e de praticar as suas cerimônias religiosas típicas.
Apesar de rapidamente controlada, a Revolta dos Malês serviu para demonstrar às autoridades e às elites o potencial de contestação e rebelião que envolvia a manutenção do regime escravocrata, ameaça que esteve sempre presente durante todo o Período Regencial e se estendeu pelo Governo pessoal de D. Pedro II.
Postado por Folha Pupular

Cadeiradas marcam lançamento de livro sobre Sarney




O lançamento do livro “Honoráveis Bandidos”, que narra escândalos, tramóias e falcatruas da família Sarney foi marcado por tumulto, quebra-quebra, socos e pontapés ontem à noite, na sede do Sindicato dos Bancários, em São Luis, no Maranhão.

No momento em que o autor do livro, o jornalista Palmério Dória, começou a falar sobre o conteúdo da obra, militantes ligados à Umes (União Municipal de Estudantes Secundaristas) e à Fejuma (Federação da Juventude Maranhense) invadiram o auditório do sindicato, gritando palavras de ordem e insultando o ex-governador Jackson Lago de “corrupto e ladrão”. O resultado foi uma pancadaria generalizada e os estudantes foram ostilizados com cadeiradas, empurrões, pontapés e palavras de ordem do tipo "fora Sarney".


Ficamos felizes que muitas pessoas, mesmo vivendo sob domínio de "abutres" e "coronéis", ainda têm a honra e disposição de lutar contra pessoas que emboprecem a nação com escândalos vis e perversos. CADEIRADA NELES!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Especialistas afirmam que prazer sexual é mais psicológico do que físico

A sensação dura poucos segundos, mas, mesmo assim, não deixa de ser desejada. Muitas mulheres passam anos em busca dessa explosão, pois, diferentemente do que acontece com os homens, o caminho feminino para alcançar o orgasmo é longo e delicado. E, de acordo com especialistas, não está ligado à complicada descoberta de uma simples área dentro do corpo. Na semana passada, um grupo de cientistas britânicos chegou à conclusão de que o famoso ponto G não passa de um mito. Terapeutas ouvidos pelo Correio garantem que a questão é irrelevante. O importante, dizem, é a mulher assumir o controle da sua sexualidade e saber tirar proveito disso.

Não conseguir chegar ao ápice do prazer em uma relação sexual pode ser um problema físico ou psicológico. As anomalias perceptíveis no órgão reprodutor feminino são raras e, geralmente, impedem que a mulher até mesmo comece uma atividade sexual. Nesse caso, é importante procurar um médico. Problemas como o vaginismo (contração involuntária dos músculos da vagina que impede a penetração), por exemplo, podem ser identificados pelo ginecologista.

Mais do que uma questão puramente física, porém, o prazer está relacionado a aspectos psicológicos. “Nos meus anos de experiência com atendimento de mulheres, posso dizer que o problema é, de longe, muito mais psicológico. O pouco aprendizado e a falta da vivência sexual e erótica são as causas dessa anorgasmia feminina”, afirma Oswaldo Rodrigues Júnior, psicólogo e terapeuta sexual do Instituto Paulista de Sexualidade.

Segundo ele, a explicação para a dificuldade que algumas mulheres têm para atingirem o orgasmo pode estar no passado. Rodrigues Júnior lembra que, até há pouco tempo, a sexualidade era um meio exclusivo de reprodução humana e, para reproduzir, a mulher não precisava gostar de sexo, nem ter prazer. “Ainda hoje, as meninas e as adolescentes não são incentivadas a valorizarem a expressão e o prazer sexual. Tocar-se, conhecer o corpo como fonte de prazer são elementos contrários a muitas ideologias, políticas e religiões”, reconhece. “Com a falta do aprendizado nas duas primeiras décadas de vida, a mulher chega à idade adulta sem compreender o que fazer para produzir e facilitar orgasmos. Já com o homem, a experiência de vida é contrária, pois ele sempre será estimulado a vivenciar situações eróticas”, afirma o especialista.

Tabus
Muitas mulheres crescem carregadas de tabus em relação ao sexo. Uma das formas de descobrir o prazer, a masturbação, é vista como algo proibido e pecaminoso. Alguns desses preconceitos são carregados durante toda a vida e, por isso, é mais difícil se libertar deles. De acordo com Oswaldo Rodrigues Júnior, para alcançar o orgasmo, a mulher precisa se sentir bem com sua sexualidade e conseguir estabelecer as sensações de prazer com o corpo. “Se a mulher começa a crer que não precisa gostar de sexo, vai viver uma vida sem precisar dele”, sustenta.

A imagem que a mulher tem de si também é importante para a sexualidade, constatou a pesquisadora Debra Lynne Herbenick, diretora associada do Centro de Promoção da Saúde Sexual da Universidade de Indiana. Ela fez uma pesquisa sobre o assunto com 362 mulheres entre 18 e 23 anos, nos Estados Unidos. “Mulheres que se sentem mais bonitas podem ficar mais confortáveis na hora de fazer sexo com a luz acesa ou com uma variedade maior de posições”, disse, ao Correio. “Já aquelas que têm uma imagem negativa do próprio corpo podem ter dificuldade de relaxar durante o sexo, ficar com uma visão mais restrita da sexualidade e acabam se escondendo sob as roupas, debaixo do lençol ou no escuro”, revela a psicóloga e autora do livro Because it feels good: a woman’s guide to sexual pleasure and satisfaction (Porque nos faz sentir bem: um guia de mulheres para o prazer e a satisfação sexual, tradução livre, ainda não publicado no Brasil).

A busca pelo orgasmo pode ser dificultada quando a autoestima está muito baixa. E não é só ficar preocupada demais se o parceiro vai reparar nas estrias ou nas celulites, garante Debra. “Nós sabemos, com dados da nossa pesquisa, que a imagem que as mulheres têm da vagina pode ter influência no quanto o orgasmo vem fácil ou não. As mulheres que se preocupam muito sobre o aspecto de suas genitálias não conseguem atingir o ápice de uma relação sexual”, comenta.

Para quem está insatisfeita sexualmente e não sabe nem por onde começar, a primeira dica dos especialistas é: muito pesquisa. “Quanto mais insistente esta mulher for, e mais tempo ela se dedicar ao sexo, maior será a chance de prazeres. Os caminhos já trilhados por outros podem servir, embora nem todos os caminhos que sirvam a outras mulheres também se encaixarão para esta mulher específica”, explica Rodrigues Júnior. O conselho da psicóloga americana para quem precisa se sentir mais positiva em relação ao sexo é a aceitação. “Como mulheres adultas, nós podemos aprender mais sobre o nosso corpo, como ele é e o que ele sente”, ensina.

No divã
Procure conhecer o próprio corpo
Muitas mulheres iniciam a atividade sexual e dão continuidade durante toda a vida sem saber quais pontos do corpo são agradáveis aos estímulos

Evite sentimentos de ansiedade e raiva
Converse com o seu parceiro sobre suas angústias e preferências, resolva seus problemas e mal-entendidos. As conversas francas e abertas podem melhorar a sintonia do casal

Procure ajuda para modificar certas situações existenciais
Fadiga, conflitos conjugais, falta de atração pelo parceiro, depressão... Existem diversas razões para a disfunção orgásmica. Procure descobrir qual é a raiz do seu problema

Fonte: Projeto Sexualidade (ProSex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

Documentarista brasiliense investiga a trajetória da cabeça de Lampião

Correio Braziliense



Em 28 de julho de 1938, um pequeno casebre instalado a 550 metros das margens do Rio São Francisco, na divisa de Sergipe com Alagoas, recebeu a tropa volante comandada por João Bezerra da Silva. A visita tirou a vida de Lampião, Maria Bonita e outros nove cangaceiros no conhecido Massacre da Grota de Angicos. O momento se tornou parte da identidade brasileira. O destino dos restos mortais, entretanto, segue fora dos livros de história. Por onde esteve a cabeça do cangaceiro, que só em 2003 foi entregue à família?










Cabeças de Lampíão e seus comparsas foram exibidas em várias cidades nordestinas e no Rio também




O tema serviu de inspiração para o documentário do professor e sociólogo Norlan Silva, que desde o início de 2009 pesquisa e entrevista especialistas e testemunhas. "Na época, era comum usar a cabeça dos inimigos do Estado como troféu. A tropa percorreu as cidades exibindo os restos do bando em conserva rústica. Era a representação do fim do cangaço na figura de Lampião morto", explica o cineasta, que acredita ver na história a sintetização do comportamento de uma geração.

Soteropolitano radicado em Brasília, Norlan Silva tem 15 anos de formação em sociologia e o cangaço o fascina desde a juventude. Cinéfilo, ex-dono de videolocadora e desde 2007 matriculado no curso de cinema do Iesb, o cineasta é novo na profissão, mas levantou uma documentação diversa e aprofundada sobre os 64 anos de afastamento dos restos de Lampião de sua família. Usando verba própria, ele esteve em sete cidades à procura de laudos, registros e especialistas no assunto. Em uma aventura cinematográfica, Norlan viajou sozinho com câmera e um microfone de lapela, disposto a se hospedar em pequenas pensões ou onde oferecessem pouso.

Cabeça de Lampião começa exatamente na Grota de Angicos, em Poço Redondo (SE), onde Norlan usou a prática em pesquisas de antropologia para chegar a Silvano Félix Cruz, membro de uma família de coiteiros - seu pai e seu irmão eram conhecidos de Virgulino Ferreira e protegiam os cangaceiros. Em um casebre montado na grota, o bando se hospedou por sete dias, tempo excessivo para os costumes de Lampião, e foram traídos por um dos moradores da cidade. "Silvano me contou o que ouviu, que aquela traição resultou da briga de dois coiteiros por uma moça. Um deles denunciou o outro para a volante como conhecedor do paradeiro dos cangaceiros. O outro rapaz foi torturado e delatou", detalha Norlan.

Aventura
O roteiro segue trajetória levantada pelo cineasta a partir de livros sobre o assunto e das histórias contadas pelo habitantes de Poço Redondo. Da cidade, Norlan seguiu para Piranhas (AL), Santana do Ipanema (AL), Salvador, Rio de Janeiro e Maceió, locais por onde o denominado "desfile macabro" passou. "Em Maceió, a tropa foi condecorada e as cabeças exibidas na praça Floriano Peixoto, mas no Rio há controvérsias até sobre a chegada da cabeça. Supõe-se que apenas Getúlio Vargas e parte da elite tenham visto o troféu", afirma.

Do Nordeste ao Rio, a viagem levava, na época, cerca de um mês. Apenas em 1939 aparecem novos registros da passagem da cabeça, agora por Salvador, que chega à cidade a pedido de Estácio de Lima, professor emérito de medicina e direito da Universidade Federal da Bahia, para ser estudada sob luz da teoria lombrosiana(1). Lamartini Lima e Maria Thereza Pacheco, médicos legistas da época ainda vivos e integrantes da equipe de Estádio de Lima, estão entre personagens chave de Na trilha de Lampião.

Uma das pérolas do documentário, ainda em fase de finalização, está o depoimento do coveiro José Barbosa, do Cemitério Público da Quinta dos Lázaros, em Salvador, onde foram enterradas personalidades do cangaço como Corisco, Lampião e Maria Bonita e o guerrilheiro Carlos Lamarca. Em 1969, a ossada foi enterrada pela primeira vez por José Barbosa. "Houve um deslizamento depois, em 1993, e ele era o único capaz de reconhecer a localização e distinguir cabeças dos reis do cangaço entre outras do bando, como Zambelê, Cangica e Azulão", recorda Norlan Silva.

A edição final do documentário está prevista para julho de 2010, aos 72 anos da morte de Lampião. Pensado originalmente como filme didático para escolas e universidades, já são desejados saltos maiores. O curta Na trilha de Lampião, finalizado a partir de depoimentos de Silvano Félix Cruz, está pronto para festivais. Há previsão ainda de versões de 50 minutos para TV e, talvez, uma extendida para disputar espaço nas telonas.

1 - Discriminação científica
Cesare Lombroso, cientista italiano, publicou em 1876 sua teoria, que seria base para estudos positivistas na época. Segundo ele, certos homens nasciam criminosos e essa característica seria consequência de fatores biológicos. Os sinais seriam comprováveis por meio do estudos anatômicos.



Fonte: Correio Braziliense

Camaçari e Atlético empatam pelo Baianão

Depois de estrearem perdendo, Atlético e Camaçari empataram nesta quinta-feira em 1 a 1, em Madre de Deus, pela segunda rodada do Campeonato Baiano.




Com esse resultado, o Camaçari ocupa a última colocação no Grupo 2 com um ponto. O Atlético também fica com um ponto e ocupa a penúltima colocação do grupo 1.

Na próxima rodada, o Atlético recebe o Fluminense, no Antônio Carneiro, e o Camaçari vai até Feira de Santana, onde encara o Bahia de Feira.

A partida começou com as duas equipes tentando a todo custo conquistar seu primeiro triunfo na competição, mas sem criar chances reais de gol.

O primeiro grande momento do jogo aconteceu aos 24 minutos, quando após uma saída errada da defesa do Atlético o Camaçari aproveitou e o atacante Murilo colocou para o fundo das redes.

No segundo tempo, o Atlético tentou empatar no começo da etapa final, quando chegou a ter três escanteios seguidos, mas acabou não aproveitando as jogadas. Já o Camaçari, tentava matar o jogo nos contra-ataques.

De tanto tentar o Atlético conseguiu chegar ao empate aos 29 minutos, quando o meia Jânio acertou um chute de fora da área e colocou a redonda para o fundo das redes.

Depois do gol, o Atlético tentou virar o jogo e o Camaçari tentava, através do contra- ataque, desempatar a partidas, mas ambas as equipes não conseguiram modificar o placar.

Fonte:Site da FBF