quinta-feira, 1 de julho de 2010

Chuva deixa 46 cidades em emergência na Bahia

A chuva que atinge do Estado da Bahia nos últimos dias já deixa 46 cidades em estado de emergência, informou a Defesa Civil na manhã desta quinta-feira (1º). O órgão está em alerta para prevenir cheias dos rios e desabamentos de residências.

Em Salvador, há mais de 500 áreas de risco e mais de 100 mil pessoas podem ser prejudicadas. No Estado, há um número estimado de sete mortos por causa das chuvas. Pelo menos 3.900 estão desabrigados e 11.232 desalojados.

Algumas das cidades que estão em emergência são: Alcobaça, Apuarema, Araci, Aramari, Cairu, Candeias, Catu, Cícero Dantas, Conceição da Feira, Dias D´Ávila, Entre Rios, Feira de Santana, Gandu, Governador Mangabeira, Ilhéus, Irará, Itagimirim, Itaju do Colônia, Itamaraju, Itamari, Itanhém, Itapetinga, Lauro de Freitas, Lençois, Madre de Deus, dentre outros. A defesa Civil informou que Muquém do São Francisco também está em situação de emergência, mas por causa da seca.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Confira na íntegra o hino do 02 de Julho,o oficial do Estado

HINO AO DOIS DE JULHO

Letra: Ladislau dos Santos Titara

Música: José dos Santos Barreto

                 I
Nasce o Sol a 2 de julho,

Brilha mais que no primeiro,

É sinal que neste dia

Até o Sol é brasileiro.



Estribilho

Nunca mais o despotismo,

Regerá nossas ações,

Com tiranos não combinam

Brasileiros corações.


       II
Cresce, oh! filho de minh’alma

Para a Pátria defender,

O Brasil já tem jurado

Independência ou Morrer.

          III

Salve oh! rei das campinas

De Cabrito e Pirajá

Nossa Pátria, hoje livre,

Dos tiranos não será.

A importância do dia 02 de julho para a Bahia e o Brasil

O Brasil pouco sabe sobre o '2 de Julho' e bem que deveria saber. O que aconteceu na Bahia no dia 2 de Julho de 1823 foi decisivo para todos os brasileiros.



Foi quando o Exército Libertador, tendo à frente o Batalhão do Imperador entrou finalmente na cidade que havia sido sitiada durante meses, sendo recebido com flores e homenagens pela população. Os portugueses, cerca de 4.500 homens, haviam abandonado a cidade poucas horas antes, por mar.


Durante muitas décadas firmou-se o entendimento errôneo de que a data representava a 'Independência da Bahia'. Ledo engano. O correto é celebrar a Independência do Brasil na Bahia. Existe neste momento uma proposta em andamento no Congresso Nacional (de autoria da Deputada Alice Portugal, PCdoB-Ba) para a aprovação do '2 de Julho' como data nacional. Nada mais justo!


Basta lembrar que o exército dessa guerra, cerca de 10.000 homens, era composto por soldados vindos de muitas províncias - do Ceará e de Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Sergipe, mas também fluminenses, mineiros e paulistas, além dos baianos, é claro, muitos deles filhos da África.


Na verdade, trata-se do nascimento do Exército brasileiro - um fato também pouco celebrado - e do batismo de fogo do seu patrono, o futuro Duque de Caxias.


A cena do 7 de setembro só adquire sua plenitude de sentido com a bravura popular que foi demonstrada na Bahia. Um exército inicialmente comandado por um francês, Labatut, mas que chega ao final do conflito sob as ordens de um brasileiro, Lima e Silva.


O '2 de Julho' é um novelo de narrativas. No plano de fundo, a "narrativa histórica", ou seja, os eventos memoráveis da entrada do Exército Libertador em Salvador no dia 2 de Julho de 1823, que por sua vez se inserem no processo mais amplo da guerra propriamente dita e de seus antecedentes.


Em torno desse núcleo vão se enovelando 185 anos de festividades de rememoração e de interação criativa com esses eventos originais e seus símbolos. E aí entra em cena uma outra dimensão da festa, a rica apropriação que dela fez o povo da Bahia, construindo uma espécie de civismo caboclo.


Fôssemos mais próximos de Hollywood e já teríamos inúmeros filmes projetando mundialmente a temática. Onde encontrar episódios mais marcantes? Uma mártir religiosa (Joana Angélica), batalhões voluntários, escravos lutando por liberdade, uma sertaneja que vira soldado, batalhas navais e campais...


Essa sertaneja que vira soldado - a ilustre Maria Quitéria de Jesus - está a pedir urgente uma mini-série nacional. Uma mulher, entre 25 e 30 anos que viaja cerca de oitenta quilômetros para se alistar, vestida com as roupas do cunhado, de quem se apropria do nome, passando a ser chamada de soldado Medeiros. Aparentemente casa durante o conflito e o marido morre.


Recebe menção explícita de bravura do General Lima e Silva e após a guerra vai ao Rio de Janeiro para ser condecorada por D. Pedro I. Lá no Rio chama a atenção da historiadora Maria Graham, amiga de Leopoldina, que a descreve como uma mulher feminina, sem nada "que desabone sua moral". Sabemos também através desta autora que Maria Quitéria se alimentava de forma comedida, ovos e peixe, e que também enrolava um cigarro de palha após as refeições. Vai ser um sucesso a mini-série!

O principal foco de resistência à proclamação da independência no Brasil concentrou-se na Bahia, onde o Governador das Armas, general Madeira de Mello, dispunha de consideráveis forças de terra e mar.


Contra tal poder, levantaram-se os patriotas baianos. A reação, aos poucos, se organizou, alastrando-se por toda a província. Em pouco tempo, os portugueses estavam praticamente confinados a Salvador e seus arredores, mesmo possuindo a superioridade no mar.


O resultado do conflito dependia do domínio da Baía de Todos os Santos e do conseqüente controle do abastecimento e das comunicações entre as vilas confederadas. Os compatriotas perceberam que os sucessos no mar demandavam forças ofensivas.

Em tal contexto, surgiu a Flotilha Itaparicana, assim chamada pelos seus contemporâneos. Foi escolhido para o seu comando, o Segundo-Tenente da Armada Nacional e Imperial João Francisco de Oliveira Botas, conhecido como João das Botas, que recebeu ordem de seguir para a base em Itaparica, onde deveria armar barcos com canhões nas proas e popas.


Nascido entre 1776 e 1778, João das Botas era português de nascimento. Começou sua carreira como Contra-Mestre do cais do Arsenal de Marinha, em 1809. Seis anos depois, começou a desempenhar o cargo de Ajudante de Patrão-Mor do citado Arsenal, cargo que lhe foi dado devido ao seu conhecimento e a sua inteligência.


A partir de 1817, o movimento de emancipação se acentua e João das Botas participa e conspira para depor a Junta Provisória que governava a Bahia, resultando numa tentativa frustrada. Em função deste episódio, João das Botas foi preso e deportado para Lisboa. Anistiado, regressa à Bahia em 1822.


Durante as lutas da Independência, recebeu o comando da flotilha de Itaparica, que começou improvisada e foi aumentando ao longo da campanha, alcançando um efetivo de quase 800 homens. A flotilha era composta apenas de canhoneiras e saveiros, provenientes das cidades do recôncavo baiano, que tinha como base a Ilha de Itaparica.


Quando Madeira de Mello, cercado por terra e pressionado no mar por Cochrane (primeiro almirante da Marinha Imperial Brasileira) e por João das Botas, abandonou o Brasil rumo a Portugal, a caça aos navios lusos foi iniciada, ainda em águas da Bahia de Todos os Santos, pela Flotilha Itaparicana.


Sua bravura e batalhas conquistadas durante as lutas contra a esquadra portuguesa, na Baía de Todos os Santos, que culminaram com o 2 de Julho, o elevaram a herói da Independência da Bahia.

Personagens

Caboclo e Cabocla:

Estas figuras simbólicas foram criadas para homenagear os batalhões e os heróis de 1823 que, pela bravura e coragem, lutaram pela liberdade do Brasil. A história conta que o povo resolveu fazer sua própria comemoração e, em 1826, levou uma escultura de um índio para representar as tropas, já que não poderia ser um homem branco, porque lembrava os portugueses, nem os negros que, na época, não eram valorizados. Vinte anos depois, a Cabocla foi incluída nas comemorações.


Maria Quitéria:

A maior heroína nas lutas pela independência do Brasil, na Bahia. Maria, ao ficar sabendo das movimentações sobre as lutas da independência, conseguiu uma farda do exército e se alistou para combater as tropas portuguesas. Participou de diversas batalhas e foi consagrada solenemente na chegada do exército à Salvador.

Joana Angélica:

Abadessa no convento da Lapa, Joana tentou proteger os soldados brasileiros contra a invasão do convento, mas acabou sendo morta.



Brigadeiro Ignácio Luiz Madeira de Mello:

Vindo de Portugal, assumiu o governo das Armas por imposição portuguesa. Tomou posse utilizando a força bruta e dominando a cidade de Salvador. Fortaleceu a relação entre Portugal e Bahia. Lutou contra o exército brasileiro.


General Pedro Labatut:

Foi quem assumiu o exército brasileiro das mãos do coronel Joaquim Pires de Carvalho e começou a enfrentar o exército português. Um homem duro, Labatut conseguiu reestruturar as tropas e reerguer a vontade pela liberdade do Brasil.




Coronel José Joaquim de Lima e Silva:

Assumiu o comando geral do exército brasileiro depois da prisão do general Pedro Labatut. Fez uma intensa ofensiva às tropas portuguesas. Conseguiu derrubar Madeira de Mello e assumir de volta a cidade de Salvador, vencendo a guerra.







João das Botas

João das Botas era o apelido do tenente João Francisco de Oliveira (Itaparica, século XIX), que foi um militar brasileiro. No contexto das lutas da Guerra da Independência na província da Bahia, combateu as embarcações portuguesas nas águas da baía de Todos os Santos, nomeadamente no trecho entre a praia da Ponta da Areia e a barra do rio Paraguaçu.

Confira o que abre e fecha no feriado de 2 de Julho

Esta sexta-feira, 2, será um dia especial: além do feriado pela Independência da Bahia é dia de jogo do Brasil contra a Holanda, a partir das 11h, pelas quartas de final da Copa do Mundo. Dois motivos para os estabelecimentos comerciais e órgãos públicos alterarem o horário de funcionamento.Confira o que abre e fecha no 2 de julho:

Shoppings:

Center Lapa – estará fechado

Piedade – não vai abrir na sexta

Itaigara – não funcionará na sexta

Aeroclube – funcionamento das lojas é opcional das 14 horas às 20 horas. Cinema funciona normalmente e Americanas abre das 9 às 18 horas

Iguatemi – horário ainda não definido

Salvador Shopping – funciona das 13:30h às 22h

Shopping Paralela – abre meia hora após o jogo e fecha às 22 horas

Shopping Paseo – funciona das 14h às 21h

Barra – funciona das 14h às 22h

Supermercados:

Bompreço – abre normalmente

GBarbosa – funciona Normalmente

Atakarejo – ainda não definido

Atacadão – abre das 7h30, encerra às 11 horas e volta 13 horas, fechando novamente às 21 horas

Makro – a unidade da BR-324 abre às 7 horas e fecha às 11 horas. Já a do Iguatemi funciona das 7h30 às 15 horas, com interrupção durante o jogo do Brasil

Mercantil Rodrigues – das 7h às 21 horas

Serviços:

Correios – todas as agências estarão fechadas, exceto a AC/ Aeroporto Luis Eduardo Magalhães, que funcionará em regime de plantão, no horário das 8 às 12 horas

Banco – as agências estarão fechadas, funcionarão apenas os caixas de auto-atendimento

Órgãos públicos municipais – não funcionam a partir desta sexta, 2, e retornam na segunda, 5, com exceção dos serviços considerados essenciais

Órgãos públicos estaduais – funcionam apenas os serviços considerados essenciais, como policiamento e atendimento médico em prontos-socorros e hospitais públicos, que têm funcionamento normal

SAC – não funcionam na sexta-feira nenhum dos 38 postos fixos do SAC na capital e no interior

Lazer:

Zoológico – não abrirá na sexta

Parque da cidade – abre normalmente, das 8h às 18h

Mercado Modelo – não divulgou horário de funcionamento

Homenagem ao Dois de Julho altera trafégo de veículos

Por conta dos festejos em homenagem à Independência da Bahia, nesta sexta-feira, dia 2 de julho, em Salvador, algumas modificações no trânsito serão realizadas entre os dias 1º e 5, segundo informações da Superintendência de Trânsito e Transporte (Transalvador/Setin).

A partir da 0h desta sexta, 2, das 7h às 18h, os veículos ficam proibidos de estacionar na Rua 8 Novembro, em Pirajá (proximidades do Largo do Panteon). O estacionamento e a circulação de carros ficam interditados nas seguintes vias: Largo e Corredor da Lapinha, Largo e Ladeira da Soledade, Rua São José de Cima, Rua Fonte de Santo Antônio, Rua dos Perdões, Largo da Quitandinha do Capim, Rua dos Adobes, Ladeira do Boqueirão, Rua Direta de Santo Antônio, Largo da Cruz do Pascoal, Rua do Carmo, Rua do Paço, Largo do Terreiro de Jesus, Praça da Sé, Rua da Misericórdia e Praça Municipal.

No mesmo dia, às 5h, o tráfego de veículos será desviado da Rua Lima e Silva para a Rua Pero Vaz. A partir das 13h é a vez da interdição do trânsito na Praça Municipal, Rua Chile, Praça Castro Alves, Avenida 7 de Setembro (São Bento, São Pedro, Piedade, Rosário, Mercês e Passeio Público) e Largo do Campo Grande

No dia 5 de julho, o estacionamento de veículos, no Largo da Lapinha, fica proibido a partir das 18h. Já o trânsito de veículos será interditado de forma progressiva, a partir das 19h, nas seguintes vias: Largo do Campo Grande, Rua Forte de São Pedro, Avenida Sete de Setembro (Mercês, Rosário, Piedade, São Pedro e São Bento), Praça Castro Alves, Rua Chile, Praça Municipal, Rua da Misericórdia, Praça da Sé, Largo do Terreiro de Jesus, Ladeira do Carmo, Rua do Carmo, Largo da Cruz do Pascoal, Rua Direta de Santo Antônio, Ladeira do Boqueirão, Rua dos Adôbes, Largo da Quitandinha do Capim, Rua dos Perdões, Rua Fonte de Santo Antônio, Rua São José de Cima, Ladeira da Soledade, Largo da Soledade, Corredor da Lapinha e Largo da Lapinha.

Os residentes nos bairros onde o trânsito está interditado devem apresentar comprovação de endereço (contas de água, luz, telefone ou documento do veículo) para ter acesso ao local.

Após perícia, polícia retira computadores da sala de sindicalista assassinado

Policiais retiraram, na manhã desta quarta-feira, 30, os computadores utilizados por Paulo Roberto Colombiano, de 53 anos, na sala em que trabalhava como diretor-tesoureiro do Sindicato dos Rodoviários da Bahia. A ação ocorreu durante perícia realizada pela polícia civil no local. Colombiano foi morto nesta terça-feira junto com a mulher, Catarina Ascensão Galindo.


O delegado-chefe da Polícia Civil, Joselito Bispo, ordenou que o procedimento fosse realizado ainda na noite desta terça, 29, após o crime, mas os rodoviários não permitiram porque os policiais não estavam acompanhados de peritos, de acordo o vice-presidente do sindicato, Euvaldo Alves. Nesta quarta, os policiais retornaram ao sindicato acompanhados de peritos, do delegado-chefe e da delegada Francineide Moura, titular da delegacia de Homicídios (DH).

Em decorrência das mortes, os rodoviários colocaram uma faixa de luto na fachada do sindicato, e garantiram que não vão parar o transporte urbano por conta do duplo homicídio, já que não foi um caso de assalto a ônibus.

Os corpos de Colombiano e Catarina continuam no Instituto Médico Legal (IML) e serão enterrados nesta tarde, às 16h, no cemitério Jardim da Saudade, em Brotas.

Bebê morre atingido por galho de árvore em parque

Um galho grande e pesado se desprendeu de uma árvore a uma altura de quase 10 m e matou um bebê de seis meses no Central Park de Nova York, nos Estados Unidos, no último sábado (28), informou o jornal americano The New York Times.


O departamento de parques da cidade divulgou que não sabe o motivo da queda do galho que também feriu a mãe do bebê, Karla DelGallo. Autoridades não sabem dizer o que causou o acidente.

No momento do acidente, a mãe estava segurando o bebê e se posicionando para tirar uma foto. O galho atingiu a mulher que caiu no chão com a criança no colo. Gianna e sua mãe foram levadas para o hospital New York-Presbyterian pelo marido de Karla.

Um guarda do parque disse ter ouvido um estalo bem alto, como um trovão, e viu o momento da queda do galho.

- Depois que a mãe caiu, o marido começou a gritar e chorar.Foi a terceira vez, em menos de um ano, que uma árvore fere ou mata alguém no Central Park.